Os denominados bancos digitais são instituições criadas no meio digital a partir de 2013, com uma proposta empreendedora de relacionamento remoto, digital e de menor custo.
A oportunidade de mercado simboliza o descontentamento de grande parte da população com o serviço ofertado pelos bancos tradicionais, mas não somente isto, proporcionou comodidade e ganho de tempo ao cliente: valores que para a sociedade contemporânea são importantes.
Todavia, necessitamos dizer que muitas daquelas instituições financeiras que chamamos de “bancos digitais”, na verdade, não são ainda um banco, propriamente falando, mas fintechs, ou seja, são startups de tecnologia financeira.
Isso mesmo! O nosso sistema financeira dispõe de instrumentos regulatórios que são bastante burocráticos e que sofrem, também, pressão das grandes instituições financeiras tradicionais do país (lobby). Por isso, muitos dos chamados “bancos digitais”, na verdade, receberam autorização para funcionamento com duas carteiras operacionais e, dentre elas, uma deverá ser carteira comercial ou de investimento.
O procedimento para autorização e funcionamento destas instituições é rigoroso, nos termos da resolução 4.656 de 2018. Na primeira etapa da sua autorização podem funcionar como Sociedade de Crédito Direto (realizam empréstimo, financiamentos...) ou Sociedade de Empréstimo entre pessoas (realizam análise e cobrança de crédito de clientes, representante de seguros..).
As mudanças promovidas em 2018 constituem verdadeira evolução, pois antes desta data as fintechs apenas poderiam funcionar como correspondente bancário dos bancos tradicionais. Um exemplo de banco digital (primeiro, inclusive) é o BANCO INTERMEDIUM (Banco Inter) que já possuía autorização para funcionar como banco tradicional, mas a partir da mudança em seu plano de negócios, decidiu acompanhar a evolução e ser o primeiro banco 100% digital do país.
Não há um regime de autorização específico para os bancos digitais que devem seguir as normas comuns aplicáveis às instituições financeiras e tais morosidades, criticadas, acabam dificultando a ampliação do número de bancos digitais que já esbarram nas dificuldades na hora de oferecer serviços a preço competitivos.
Entretanto, de outro modo, tais cautelas são importantes, pois evitam o surgimento de empresas descomprometido com a legislação nacional, com o respeito ao consumidor e que surgem para aplicar golpes no sistema financeiro (a segurança é importante) e prejudicar a credibilidade das instituições sérias.
Desde o ano de 2013 surgiram diversos “bancos digitais” e dentre estes podemos citar o Banco Inter, Nubank, C6 Bank, Banco original e outros.